CONDUZIDOS A DEUS

Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito. (1Pe 3.18)

Este versículo apresenta um aspecto de suma importância da obra redentora de Cristo: seu padecimento foi para nos conduzir a Deus. Esta verdade implica na existência de uma separação natural entre a criatura e o Criador que nos informa o profeta Isaías quando diz: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Is 59.2).  Esta separação é de tal caráter que somente a morte de Cristo pôde desfazer.

A separação é de natureza moral e não material. Trata-se da eterna separação entre o bem e o mal, o iníquo e o santo. Cada criatura humana deve preocupar-se com o funesto resultado do pecado em afastar o homem de Deus. Infelizmente outros efeitos têm chamado mais atenção: ser prejudicial à saúde; prejudicar a paz espiritual; ser nocivo à sociedade etc. Este procedimento é característico dos que abandonam a maior conseqüência em detrimento das menores.

O servo do Senhor deve reconhecer o efeito separatista do pecado e deplorá-lo. Ser afastado de Deus é o maior dos males. Implica na ausência de sua proteção nos momentos em que somos provados; perder sua simpatia por nossos sofrimentos; e ignorar os seus propósitos de graças que nos dão alegrias e esperanças do porvir.

A separação provocada pelo pecado não pode ser rescindida por promessas, esforços humanos ou intervenção de santos. A separação pode ser desfeita somente através da obra expiatória de Cristo. Não havia outro meio. Se houvesse Jesus não teria morrido. Se Cristo não tivesse morrido no lugar de todos aqueles que crêem nele, ficaríamos para sempre afastados de Deus.

A conseqüência da separação desfeita por Cristo é sermos conduzidos a Deus. Conduzidos pelo Filho (1Pe 3.18) e benevolamente atraídos pelo Pai que diz: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.” (Jr 31.3). Passamos então, da condição de separados para a condição de unidos; da situação de perdidos para a situação de encontrados; de um estado de morte para um estado de vida.

Portanto, vivamos seguros nas palavras do Filho condutor, que cumpre com fidelidade os anseios do Pai que o enviou quando diz: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia”.(Jo 6.39) E que finalmente afirma “para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste”. (Jo 18.9). Cristo nos conduz com segurança para o gozo de um amor eterno. Rev. Ronaldo Bandeira Henriques.