TEXTOS BASE
Atos 17.24-25 (ARA)
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Também não e servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, pois ele mesmo e quem da a todos a vida, a respiração e tudo o mais.
Efésios 1.3-5 (ARA)
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bençãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; como também nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele; e em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade.
CONCEITOS REVISADOS
Criação vs. Providência
A criação e um ato terminado e completo — Deus criou e encerrou a obra. A providência, por sua vez, e um ato contínuo: o governo, a preservação e o cuidado de Deus sobre a obra criada. Ambas as doutrinas nascem da soberania e onipotência divinas, sendo a providência uma consequência direta da criação.
A Glória Exclusiva de Deus
O objetivo de todas as coisas criadas e da eleição humana é o louvor da sua glória (Ef 1.6, 12, 14). Diferente da gloria humana — que busca superioridade sobre os pares e pode ser pecaminosa —, a glória de Deus é absoluta, infinita, inigualável e não constitui pecado, pois não existem outros deuses.
O Proposito da Graça
A graça é a resposta misericordiosa de Deus a pessoas indignas. De forma surpreendente, o alvo da criação e da providência — o derramamento do sangue do Filho Amado para remissão de pecados — já havia sido planejado por Deus na eternidade, antes mesmo da fundação do mundo e da existência de qualquer pecado ou transgressor.
ESTRUTURA DO ENSINO
O propósito soberano de Deus na origem
Ha um plano soberano em vigor desde antes da criação do mundo. Deus, em sua vontade eterna, estabeleceu um proposito que não depende de circunstâncias ou méritos humanos, mas unicamente do beneplácito da sua vontade (Ef 1.5).
O mediador: Jesus Cristo
O plano eterno de Deus se concretiza exclusivamente por meio de Jesus Cristo. É nele que fomos escolhidos, por meio dele que recebemos a adoção, é pelo seu sangue que obtemos a redenção e a remissão dos pecados (Ef 1.4-5, 7).
O resultado para os eleitos: adoção como filhos
O resultado do plano de Deus para os eleitos é a adoção filial — ser recebido como filho de Deus. Conforme Efésios 1.5: Deus nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por meio de Jesus Cristo. Isso transforma radicalmente a identidade e o destino do crente.
O objetivo supremo: o louvor da glória da sua graça
O ápice de todo o plano e o louvor da gloria da graca de Deus (Ef 1.6). Não apenas a glória geral de Deus, mas especificamente a glória da sua graca — aquela revelada na redenção pelo sangue do Amado, na remissão dos pecados e na riqueza da sua misericórdia para com os indignos (Ef 1.7).
TEXTOS DE APOIO CITADOS
Ef 1.11-12 • Ef 1.14 • Ef 1.6-7 • Cl 1.13 • Lc 5.21 • 1 Jo 1.5 • Hb 4.15
CONCLUSÃO
O ensino conclui que o grande objetivo de Deus, traçado antes mesmo da fundação do mundo, resume-se na grandeza do seu nome — a glória de Deus — é a alegria do seu povo indigno. O ser humano só encontra completude e satisfação plenas quando cumpre o proposito para o qual foi criado: glorificar a Deus.
Nosso louvor não deve ser automático ou hipócrita, mas precisa envolver um sentimento sincero de admiração profunda por suas obras — como a criação visível — e, sobretudo, por sua aliança e pela riqueza da sua graca em Cristo Jesus. E diante dessa graca revelada na redenção que o louvor verdadeiro brota: não por obrigação, mas por contemplação da grandeza e misericórdia infinitas de Deus.

