Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo. (Lucas 14.33)
A palavra portuguesa “renúncia” vem do latim, renuntiare, que significa “protestar contra”. Seu emprego, na ética cristã, envolve a idéia de protestar contra os antigos caminhos e todos os fatores que servem de obstáculo ao crescimento da vida espiritual do cristão. Somente os mais corajosos gostam da palavra “renúncia”, pois, a maioria dos crentes prefere a palavra “acomodação”. Está evidente nos ensinos de Jesus que a renúncia sempre foi uma base necessária para a verdadeira santificação. A renúncia ensinada por Jesus alude ao sacrifício pessoal e à dedicação absoluta.
O Senhor Jesus requereu renúncia do crente quanto às suas propriedades, familiares e sua própria vida (Cf. Mateus 19.16-30; Lucas 14.25-27,33). Paulo imortalizou essa atitude numa passagem: “Mas o que, para mim, era lucro, isso considerei perda por causa de Cristo.” (Filipenses 3.7 ss).
A renúncia apresenta-nos uma idéia radical acerca da escala de valores que devemos observar. Ela contrasta o crente, de forma absoluta, com o homem mundano. Estabelece Cristo no coração, em lugar dos ídolos humanos, como o grande objeto e objetivo de vida. A autorrealização floresce dentro do espírito de sacrifício, um conceito diametralmente oposto ao raciocínio humano típico. “Quem acha a sua vida perdê-la-á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la-á.” (Mateus 10.39)
Um grande futuro é prometido por Jesus aos renunciadores: “Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por causa do reino de Deus, que não receba, no presente, muitas vezes mais e, no mundo porvir, a vida eterna.” (Lucas 18.29,30)
Como discípulo de Jesus você tem renunciado ou protestado contra tudo o que impede seu crescimento espiritual? Caso contrário seu discipulado está comprometido. Rev. Ronaldo Bandeira Henriques.

