“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co 11.1)
“Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus.” (3Jo 11)
“Imitação de Cristo”. Este é o título de um dos mais difundidos livros devocionais do século XIV. Sua autoria tem sido tradicionalmente atribuída ao alemão Tomás à Kempis (1380-1471); porém as evidências indicam que a maior parte foi escrita por seu mestre um holandês chamado Gerard Groot (1340-1384). A obra foi traduzida para mais de 50 idiomas contando mais de 6.000 edições. Se excetuarmos a Bíblia, esta tem sido uma das produções cristãs mais lidas do mundo, um verdadeiro tesouro devocional do cristianismo. Felizmente a Bíblia e obras como estas tem suficientemente mostrado a humanidade a quem e o que devemos imitar. Todavia, nos negamos veementemente em seguir suas orientações.
Todo indivíduo é um imitador. É-nos natural olhar outras pessoas como nosso modelo e copiá-las. É uma prática que deve ser cultivada, diz o Presb. João (3Jo 11), mas Gaio, seu discípulo, devia escolher cuidadosamente o seu modelo. Diótrefes, o rebelde, por exemplo, não servia. Não se deve copiar ou imitar o mal, mas, sim, o bem, e João apresenta a razão. Não é apenas pelo efeito que a nossa conduta tem sobre os outros, mas pela prova que nossa conduta dá de nossa condição espiritual. Aquele que pratica o bem procede de Deus, aquele que pratica o mal jamais viu ou nasceu de Deus. Quem e o que imitamos demonstra a quem pertencemos de quem somos filhos. Há algo mais razoável do que o esforço dos filhos para se assemelharem a seus pais tanto quanto possível?
Escrevendo aos crentes de Corínto Paulo diz: “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.”(1Co 4.16). Ao propor-lhes que fossem seus imitadores o apóstolo traz a lume outra passagem, quando, pois, adiciona outra idéia, ou seja: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co11.1). Esta qualificação deve ser sempre mantida para que não venhamos seguir a homem algum, exceto até ao ponto em que nos conduza a Cristo. “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram.” (Hb 13.7)
Se há alguém que deve ser imitado, este é Jesus Cristo ou alguém que nos leve a ele. Se alguma coisa deve ser copiada que seja boa e contribua para o bem. Rev. Ronaldo B. Henriques

